domingo, 14 de março de 2010

Acróstico

Fremente nasce a aurora
Fadada a cobrir de cores
A intimidade das  flores
A noite que vai-se embora

E entristecida a lua chora
Princesa de mil amores
Irá partir e, em suas dores
Pede ao sol mais uma hora

E a lua, sem se reter
Nasce, fingindo não compreender
A índia no céu, dolente

A lua, como a minha vida
Devia ser mais compreendida
Pra viver tudo o que sente.

Cronica do Amor

11 de março
Crônica do Amor

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa





Arnaldo Jabor

segunda-feira, 8 de março de 2010

Assessoria Jurídica

Consciência Coletiva.

Uma proposta verdadeira para o perfeito entendimento do que é a coleta de recicláveis e a importância dos catadores de lixo que se vêem pelas ruas. O Brasil é um dos países que mais reciclam no mundo, se não é o que mais recicla, mas não pela
conscientização do seu povo, e sim. ocasionado pela pobreza, a distribuição de renda totalmente equivocada do nosso país.

domingo, 7 de março de 2010

Coisas de Brasil

A Justiça de Minas Gerais condenou um casal por tirar os filhos da escola e educá-los em casa. Essa família chegou a ser mostrada no Fantástico. Os adolescentes não vão às aulas há, pelo menos, quatro anos. O sistema de educação informal, que tem cerca de um milhão de adeptos nos Estados Unidos, é proibido no Brasil.

A sala de jantar em vez da sala de aula. No lugar dos professores, os pais. É assim que os irmãos estudam – só em casa. Jônatas, de 15 anos, e Davi, de 16, e não vão à escola há quatro anos.

“A insatisfação com o ensino regular e insatisfação com a forma como eles eram ensinados na escola me fizeram tomar essa decisão”, justifica o pai Cleber de Andrade Nunes.

O método de ensino foi adotado com base em uma prática norte-americana. “Na escola, os professores dão as provas, mas em uma semana a gente já esqueceu tudo. Aqui não. Aqui a gente aprende e é avaliado na prática”, comentou Jônatas de Andrade Nunes, de 15 anos.

O ensino em casa é mesmo permitido em outros países, mas no Brasil não. Aqui a frequência em sala de aula é prevista em lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente determina: os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos na rede regular de ensino.

Cleber e Bernadete foram condenados pela Justiça de Timóteo, cidade onde moram em Minas Gerais, pelo crime de abandono intelectual dos filhos. A pena: multa de R$ 68. Eles dizem que vão recorrer e manter os filhos estudando em casa.

“É um absurdo condenar pai por ter tomado uma atitude drástica para oferecer o melhor para seu filho”, afirma o pai Cleber de Andrade Nunes.

Por determinação da Justiça, Davi e Jônatas fizeram testes de conhecimento e foram aprovados. “Nós temos nossa vida social normal aqui em casa. Nós temos amigos e praticamos esporte. Temos uma vida normal”, conta Davi de Andrade Nunes, de 16 anos.

Mas segundo Rudá Ricci, este especialista em sociologia e educação, o estudo tem de estar associado à convivência social.

“Obviamente que os pais estão pensando no melhor para os seus filhos. O problema é que a educação não serve apenas para o sucesso individual dos filhos. A educação, portanto, é socialização. Em casa, eu só vou ter os iguais, aqueles que pensam como eu penso, o meu pai pensa. Mas é fora de casa, num processo de educação com pessoas, com hábitos diferentes, com regiões diferentes e mazelas, é que fazem com que eu me eduque para a sociedade”, explica o especialista Rudá Ricci.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estou de Volta

Veja o sol, brinca nas folhas
As nuvens correm com o vento
Dentro de mim tudo é cinza
Da cor do meu sentimento

O sol, ilumina o meu rosto
Me aquece mas, lamento
Dentro de mim tudo é cinza
Da cor do meu sentimento

Aos outros que o sol brilhe tanto
Que possa secar o pranto
Das tristezas que passaram

Enquanto em mim, é inverno
Deus, eu sei, nada é eterno
Mas essas feridas não saram.